Licenças para projetos de construção diminuem no início do ano

FOTO WAL_172619_II/ PIXABAY

Nos primeiros dois meses de 2026, o consumo de cimento registou uma retração de 9,8 %, em termos homólogos, fixando-se nas 561 mil toneladas. Número de licenças diminuiu em 15,9 %

Os dados da AICCOPN, revelados no final de abril, permitem contabilizar 3075 licenças para projetos de construção e reabilitação habitacional, o que representa um decréscimo de 15,9 % face ao mesmo período do ano anterior. Esta tendência de arrefecimento é igualmente visível no volume de novos fogos licenciados que recuou 13,3 %, totalizando 6230 alojamentos, em contraste com os 7184 fogos licenciados no período homólogo.

O novo crédito à habitação, excluindo o efeito das renegociações, registou um incremento de 7,3 % em termos homólogos, mobilizando um montante de 3455 milhões de euros até ao final de fevereiro. Este dinamismo é favorecido pela manutenção de uma trajetória descendente das taxas de juro que, em fevereiro, se fixou em 3,08 % — uma descida de 75 pontos base face ao período homólogo.

No que respeita ao valor mediano de avaliação bancária, no segundo mês de 2026 observa-se uma valorização homóloga de 17,2 %. Esta evolução é sobretudo explicada pelo segmento dos apartamentos, que apresentou um aumento de 21,9 %, enquanto as moradias evidenciaram um crescimento mais moderado, de 13,5 %.

Algarve

No Algarve, nos 12 meses terminados em fevereiro de 2026, foram licenciados 1885 fogos em construções novas, demonstrando um aumento de 15 % face aos 1636 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 24% dizem respeito a tipologias T0 ou T1, 33 % a T2, 30 % a T3 e 13 % a T4 ou superior.

Quanto à avaliação bancária, a região algarvia superou a dinâmica nacional (17 %), apresentando uma valorização homóloga de 19 %.

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