Que tendências marcam o setor da construção em 2026?

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Christina Genet

Segundo a Stratesys, a transição digital das empresas passa nomeadamente pela integração de sistemas corporativos de gestão empresarial e por plataformas colaborativas de gestão de projetos.

O setor da construção continua a ser marcado pelo aumento dos custos da energia e dos materiais, bem como pela escassez de mão de obra qualificada, nesta primeira metade de 2026. Em paralelo, o enquadramento regulatório torna-se mais exigente e os projetos mais complexos, o que obriga as empresas a repensarem as suas abordagens e modelos operacionais. Neste contexto, a Stratesys identificou as principais tendências que estão a transformar as práticas profissionais no setor da construção, começando pela digitalização.

“A tecnologia deixou de ser um elemento de apoio para se afirmar como um fator estrutural de competitividade, controlo e eficiência operacional”, sublinha a multinacional, em comunicado. As empresas que conseguirem concretizar esta transição com sucesso destacar-se-ão cada vez mais nos próximos anos. As plataformas colaborativas, que centralizam a informação, desempenharão um papel particularmente importante na gestão de projetos – entre planeamento, controlo económico, qualidade e segurança –, permitindo alinhar todos os intervenientes numa obra em torno de uma única versão da realidade, reduzindo erros e acelerando a tomada de decisão.

A integração entre plataformas de obra e sistemas corporativos ERP (Enterprise Resource Planning) facilita, por outro lado, a rastreabilidade completa, desde o orçamento inicial até ao fecho do projeto. Isto permite melhorar o controlo de custos, certificações e previsões, eliminando processos manuais. A industrialização assenta também na estandardização de processos e modelos de dados, de forma a comparar projetos, reutilizar conhecimento e escalar boas práticas.

A Stratesys destaca ainda que a inteligência artificial atingiu uma fase de maturidade no setor e pode fazer a diferença para as empresas que a adotem. Os casos de uso mais relevantes desta tecnologia centram-se na previsão de desvios, na análise de risco, na automatização de tarefas administrativas e no apoio à decisão em obra. O acesso a dados integrados incentiva ainda as empresas a adotarem métodos de controlo económico preditivo, permitindo antecipar desvios de custos e prazos.

A adoção destas ferramentas tecnológicas e digitais no plano operacional pode, no entanto, só ser eficaz se for acompanhado por uma oferta de formação adequada junto das equipas de obra. Esta etapa é essencial para assegurar uma transformação digital bem-sucedida e integrar a tecnologia no centro das operações da empresa.

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