“A renovação do parque edificado será um dos grandes motores do setor”

  • 08 setembro 2026, terça-feira
  • Mercado

CONTEÚDO PATROCINADO

Jean Philippe Guillon

“A transição ambiental já não é apenas uma restrição regulamentar: está a tornar-se um verdadeiro motor de inovação, competitividade e criação de valor.”

Jean-Philippe Guillon apresenta o Paris Builders Show como uma evolução estratégica que reúne BATIMAT, INTERCLIMA, IDÉOBAIN e RENODAYS num único evento dedicado a toda a cadeia de valor da construção. A edição terá como eixos centrais a descarbonização, a digitalização, a industrialização e a renovação do parque edificado. O diretor da feira destaca o potencial da reabilitação como um dos principais motores do setor, defendendo uma abordagem que integre eficiência energética, conforto, circularidade e resiliência climática. Para os profissionais portugueses, salienta as oportunidades de contacto com soluções internacionais, parceiros e novos mercados. Entre as tendências a acompanhar, aponta a Construction Tech, a construção de baixo carbono e circular e a renovação global dos edifícios.

O Paris Builders Show substitui a marca Mondial du Bâtiment e passa a reunir quatro eventos de referência sob uma identidade única. Para além da mudança de nome, o que muda na experiência e no valor acrescentado para os profissionais da construção?

O Paris Builders Show representa muito mais do que uma simples mudança de nome: trata-se de uma evolução estratégica que reflete uma ambição internacional reforçada e, acima de tudo, uma nova forma de abordar os desafios do setor da construção. O nosso objetivo é reunir toda a cadeia de valor num único ecossistema, com uma visão que é simultaneamente prospetiva, coletiva e operacional. A primeira evolução prende-se com a complementaridade dos quatro eventos reunidos no mesmo local e ao mesmo tempo: BATIMAT, INTERCLIMA, IDÉOBAIN e, agora, o Fórum RENODAYS. Esta convergência permite quebrar as barreiras entre temas que hoje estão totalmente interligados: construção nova e reabilitação, engenharia climática, equipamentos, digitalização, descarbonização, industrialização ou ainda a evolução dos usos. O profissional pode, assim, transitar de um universo para outro e obter uma visão muito mais completa do mercado, desde a conceção até à exploração do edifício. É, portanto, uma verdadeira experiência de 360° que pretendemos oferecer. Os visitantes poderão descobrir e comparar inovações, analisar as grandes tendências, encontrar-se com industriais, arquitetos, gabinetes de estudos, instaladores, start-ups e decisores, mas também participar num programa com mais de 500 intervenções. O Paris Builders Show não é apenas um espaço de exposição: é uma plataforma de aceleração, de análise e de networking, concebida para ajudar os profissionais a transformar as mudanças do setor em soluções e oportunidades concretas.

A renovação do parque edificado, a descarbonização, a digitalização e os novos métodos construtivos são hoje desafios centrais para o setor. Quais destes temas terão maior destaque nesta edição e de que forma serão traduzidos em soluções concretas para os visitantes?

Seria difícil destacar apenas um destes desafios, precisamente porque uma das convicções do Paris Builders Show é que, atualmente, eles são indissociáveis. O tema central «Construction in Motion», articulado em torno dos três pilares «Repensar», «Reabilitar» e «Reimaginar», permitirá precisamente colocá-los em perspetiva e mostrar como transformam simultaneamente os edifícios, os estaleiros e as profissões. A descarbonização ocupará, naturalmente, um lugar central. Os visitantes poderão descobrir materiais com baixas emissões de carbono, sistemas de construção mais eficientes, soluções de reutilização e economia circular, abordagens de ecodesign, mas também tecnologias que permitem medir e otimizar o desempenho dos edifícios ao longo de todo o seu ciclo de vida. O objetivo é mostrar que a transição ambiental já não é apenas uma restrição regulamentar: está a tornar-se um verdadeiro motor de inovação, competitividade e criação de valor. A digitalização estará também muito presente, nomeadamente no espaço Construction Tech® da BATIMAT. O BIM, a gestão baseada em dados, as ferramentas colaborativas, as tecnologias conectadas, a domótica, a eletricidade inteligente e as inovações impulsionadas pelas start-ups permitirão ver de forma muito concreta como o digital transforma a conceção, a obra e a exploração dos edifícios. Por fim, a construção pré-fabricada e as soluções industrializadas constituirão outro eixo importante. Estas respondem diretamente aos desafios da produtividade, do cumprimento dos prazos e da qualidade, da otimização dos recursos e da escassez de mão-de-obra. É precisamente esta dimensão operacional que se revela essencial: permitir que os visitantes saiam daqui não só com uma visão das transformações que se avizinham, mas também com soluções que possam integrar nos seus projetos.

Que oportunidades oferece o Paris Builders Show a empresas e profissionais de mercados como Portugal?

Portugal insere-se plenamente na ambição europeia e internacional do Paris Builders Show. Os desafios com que se deparam os profissionais portugueses são, em grande medida, comuns aos de outros mercados europeus: renovação do parque imobiliário existente, descarbonização, resiliência climática, eficiência energética, evolução dos hábitos de utilização, escassez de mão-de-obra ou ainda modernização dos métodos de construção. O Paris Builders Show oferece-lhes a oportunidade de comparar as suas respostas com as desenvolvidas noutros países e de identificar soluções que possam ser transpostas para o seu próprio mercado. Para as empresas portuguesas, o evento constitui também uma plataforma de desenvolvimento comercial e internacional. Poderão contactar com um público qualificado que abrange toda a cadeia de decisão — arquitetos, decisores, distribuidores, empresas de construção, instaladores, gabinetes de estudos e promotores imobiliários —, valorizar o seu know-how, identificar novos parceiros e redes de distribuição e posicionar-se em projetos de dimensão europeia. Esta é a abordagem que estamos a desenvolver para todos os mercados europeus. Pretendemos, precisamente, reforçar a experiência oferecida aos profissionais internacionais: percursos de visita específicos, uma experiência bilingue e o Clube Internacional, concebido como um espaço de networking à medida para delegações, expositores e visitantes. Os Prémios de Inovação (Innovation Awards) permitirão também identificar rapidamente algumas das inovações europeias mais promissoras.

A integração do Renodays no Paris Builders Show reforça a importância da reabilitação e da renovação energética dos edifícios. Considera que este será um dos principais motores de crescimento do setor nos próximos anos? Que inovação espera ver surgir nesta área?

Sim, a transformação do parque imobiliário existente será, necessariamente, um dos grandes motores do setor nos próximos anos. À escala europeia, dispomos de um património construído considerável, muitas vezes antigo e com elevado consumo energético. A renovação constitui, portanto, uma das alavancas mais imediatas para reduzir as emissões de carbono, melhorar o conforto dos ocupantes, preservar os recursos e adaptar os edifícios às alterações climáticas e aos novos usos. Mas pretendemos, precisamente, ir além de uma visão da renovação limitada apenas à eficiência energética. A renovação do futuro será global. Terá de integrar a saúde, o conforto no verão, a adaptabilidade dos espaços, a valorização do património, a circularidade, a tecnologia digital e a resiliência climática. A RENODAYS adota esta abordagem de 360°, partindo do princípio de que renovar um edifício é também prolongar a sua vida útil, melhorar as suas utilizações e criar valor de forma sustentável. É nesta abordagem global que espero as inovações mais interessantes. Vamos precisar de soluções capazes de diagnosticar e gerir melhor o desempenho dos edifícios, de ferramentas digitais que permitam acompanhar esse desempenho ao longo do tempo, de materiais e sistemas de baixo carbono adaptados ao património existente, de soluções de reutilização e circularidade, mas também de sistemas de construção que tornem as operações de renovação mais rápidas, mais simples e mais industrializadas. A inovação terá também de incidir na adaptabilidade. Um edifício eficiente é, hoje em dia, um edifício capaz de evoluir com os seus ocupantes e com as suas utilizações, em vez de um edifício que tenha de ser profundamente transformado a cada mudança de função. É esta visão que o Fórum RENODAYS permitirá explorar através dos Renotalks, conferências, masterclasses, workshops e partilha de experiências.

Se tivesse de identificar três tecnologias, soluções ou tendências que nenhum engenheiro civil, arquiteto ou projetista deveria deixar de conhecer nesta edição do Paris Builders Show, quais seriam e porquê?

Destacaria três, porque ilustram três transformações complementares do setor. A primeira é a Construction Tech e, de forma mais ampla, a digitalização da construção civil. O BIM, os dados, as ferramentas colaborativas, as tecnologias conectadas e a inteligência artificial já estão a transformar profundamente a forma como se concebem os projetos, se gerem as obras e se administram os edifícios. São alavancas de produtividade, mas também de qualidade e de desempenho ambiental. O espaço Construction Tech® permitirá descobrir de forma muito concreta estas inovações e as soluções emergentes impulsionadas, nomeadamente, pelas start-ups. A segunda é a construção com baixas emissões de carbono e circular. Os materiais com baixas emissões de carbono, a reutilização, a economia circular e os sistemas de construção mais eficientes estão a passar do estatuto de inovação para o de critérios estruturais de prescrição. Para os arquitetos, engenheiros e projetistas, compreender estas novas soluções torna-se indispensável para serem capazes de analisar todo o ciclo de vida do edifício e conciliar o desempenho técnico com a redução da pegada ambiental. Por fim, destacaria a renovação global, impulsionada nomeadamente pelo Fórum RENODAYS. Esta é provavelmente uma das áreas em que a transformação do setor será mais profunda nos próximos anos. Será necessário aprender a conciliar eficiência energética, conforto, saúde, adaptação às alterações climáticas, economia circular, digitalização, novos usos e valorização do património existente. Trata-se de uma evolução significativa: estamos a passar progressivamente de uma lógica centrada no produto e na obra para uma lógica de ciclo de vida, de desempenho e de utilização do edifício.

A entrada no Paris Builders Show é gratuita e o badge pode ser solicitado aqui

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