Sustentabilidade Estrutural e Mitigação das Alterações Climáticas: Uma Iniciativa do IABSE TG6.7

FOTO DANIST SOH/ UNSPLASH

As emissões antropogénicas de dióxido de carbono constituem a causa dominante das alterações climáticas, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O ambiente construído é responsável por uma parcela significativa das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), desempenhando, portanto, um papel importante na mitigação das alterações climáticas e na transição para a neutralidade climática. 

Neste contexto, o cumprimento dos objetivos estabelecidos pela União Europeia para o controlo das alterações climáticas, nomeadamente a limitação do aumento da temperatura média global a 1.5°C até 2050, passa por alterações profundas nos modos de conceção, construção e gestão do ambiente construído. Com este propósito, diversas iniciativas têm vindo a ser implementadas.

Esta foi uma das principais motivações para a criação, em janeiro de 2025, de um Grupo de Trabalho (Task Group – TG) integrado na Comissão 6 relativa à Sustentabilidade da International Association for Bridge and Structural Engineering (IABSE). 

O principal objetivo deste Grupo de Trabalho (TG 6.7 - Sustainable structures to foster climate change mitigation and transition towards carbon neutrality) é promover a discussão no âmbito da avaliação das emissões de GEE das estruturas, numa perspetiva de ciclo de vida, e incentivar a transição para um ambiente construído de baixo carbono. Além disso, com vista à promoção da sustentabilidade dos edifícios e de outras obras de construção, as discussões neste TG6.7 não se limitam às emissões de GEE e aos respetivos impactos potenciais, sendo alargadas a outros impactos ambientais relevantes. Assim, este Grupo de Trabalho visa promover discussões técnicas que abrangem os seguintes tópicos: 

  • Estratégias para travar as emissões de GEE no ambiente construído, com foco nas estruturas;

  • Principais barreiras e oportunidades para a neutralidade climática e a construção sustentável;

  • Metodologias e ferramentas para a avaliação do ciclo de vida das obras de construção;

  • Pegada de carbono/ambiental das estruturas de engenharia civil;

  • Materiais novos/avançados e sistemas estruturais com baixo carbono incorporado;

  • Revisão das normas e identificação de boas práticas no setor da construção. (...)
Leia o artigo completo na Construção Magazine nº 131, janeiro/ fevereiro de 2026
Helena Gervásio

Membro do Conselho Científico da Construção Magazine / Professora na UC

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