Lezíria lança concurso de 7,5ME para projetos no âmbito do 1º Direito

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) lançou um concurso público internacional, até 7,5 milhões de euros, para a elaboração dos projetos de construção e reabilitação de habitações, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em comunicado, a CIMLT indicou que o objetivo do concurso “é a seleção de uma bolsa de equipas projetistas, que irão elaborar projetos para construção e reabilitação de habitações nos municípios envolvidos (Almeirim, Benavente, Chamusca, Coruche, Rio Maior e Santarém)”, no âmbito das respetivas Estratégias Locais de Habitação (ELH).

“Estes projetos irão permitir reforçar a rede de habitação, prevendo-se um investimento estimado de 91 milhões de euros na construção e requalificação do edificado dos municípios da Lezíria do Tejo envolvidos”, num total de 1 030 fogos, disse fonte da CIMLT à agência Lusa.

As equipas projetistas que vierem a ser selecionadas irão trabalhar com os municípios aderentes na promoção de “soluções habitacionais para pessoas que vivem em piores condições e que não têm capacidade para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada”, lê-se na nota.

As candidaturas estão abertas até 19 de outubro, podendo os interessados consultar as peças do concurso público internacional em www.saphetygov.pt, é ainda referido no comunicado.

Em causa está a disponibilização aos municípios de equipas que ajudem a elaborar os projetos de arquitetura e/ou especialidades, bem como que procedam à sua revisão, de forma a não perderem a “oportunidade única de requalificação e reabilitação do parque habitacional” da região, com fundos do PRR, e conseguirem a concretização das suas ELH, é acrescentado na nota.

A iniciativa visa garantir que, no momento em que forem lançados os avisos do PRR, os municípios têm os projetos prontos para avançarem, adiantou a fonte.

Num dos documentos é apontada a “exigência do calendário e os requisitos técnicos” como fator que “aconselha a agregação de esforços” para a contratação dos projetos de execução, os quais representam “um custo relevante para os municípios”.

No documento são referidas as vantagens da Central de Compras criada no âmbito da CIMLT e de a agregação assegurar o interesse público, já que cria escala e atratividade para garantir as melhores propostas, sobretudo no cenário atual do mercado da construção.

“A compra em grande escala permite obter preços otimizados e assegurar a qualidade da prestação do serviço”, é acrescentado.

O concurso público internacional é feito em dois lotes, um para a elaboração dos projetos, o qual prevê um máximo de 12 cocontratantes, e outro para a revisão dos projetos, para um máximo de 18 cocontratantes, sendo os grupos envolvidos convidados “de modo rotativo e automático”, para assegurar a pluralidade.

Os municípios têm de concretizar os investimentos aprovados até 2026, assegurando soluções habitacionais para pessoas que vivem em condições indignas e que não dispõem de capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.

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