Imóveis mais eficientes podem custar mais 81 % do que os menos eficientes

Christina Genet
As habitações com classe energética A ou A+ apresentam um preço médio anunciado de 435 mil euros, enquanto as de classe F ficam pelos 240 mil euros, alerta o Imovirtual.
A eficiência energética torna-se cada vez mais importante na análise do mercado imobiliário, e os preços anunciados revelam diferenças significativas entre imóveis com classificações distintas. Os dados do Imovirtual revelam uma tendência geral para preços mais elevados nas classes energéticas superiores, embora a relação não seja linear.
Entre janeiro e setembro de 2026, os apartamentos e as moradias com classe energética A ou A+ anunciados no Imovirtual apresentaram um preço médio de 435 mil euros, mais 81 % do que os imóveis com classe F. Os imóveis com classe energética B registaram, no entanto, o preço médio mais elevado, de 449 mil euros, enquanto nas classes C e D os valores desceram para 340 mil e 305 mil euros, respetivamente.
Esta diferença não significa, porém, que a eficiência energética determine, por si só, o preço de uma habitação. A localização, a área, a idade, o estado de conservação e a tipologia continuam a ter um papel importante na valorização dos imóveis.
Ainda assim, uma classificação energética mais elevada está geralmente associada a características como um melhor isolamento térmico, janelas mais eficientes ou o recurso a energias renováveis. Estas soluções podem contribuir para reduzir o consumo de energia e melhorar o conforto interior no interior das habitações.
Preços sobem na maioria das classes energéticas
A oferta de habitações energeticamente mais eficientes está a aumentar, revela o Imovirtual. Os imóveis com classe energética A ou A+ representam já cerca de um terço dos anúncios publicados em 2026 no Imovirtual, uma proporção 3,3 % superior à registada em 2025.
A tipologia dos imóveis ajuda a enquadrar esta distribuição: os apartamentos predominam entre os imóveis com classificação A, enquanto as moradias têm maior expressão na classe F. Esta diferença mostra que a comparação entre classificações energéticas deve ter em conta as características do parque habitacional e não apenas o desempenho energético dos imóveis.
No entanto, entre 2025 e 2026, os preços anunciados aumentaram na maioria das classificações, tendo-se registado as maiores subidas nas classes E e F, ambas de 11,6 %. Nas classes A e A+, os aumentos foram mais moderados, entre 3 % na classe A e 3,6 % na classe A+.
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