IP faz o balanço da recuperação das infraestruturas afetadas pelas intempéries

D.R.
Christina Genet
Um mapa interativo disponibilizado pela Infraestruturas de Portugal permite acompanhar as diferentes ocorrências no território por região.
Após as tempestades do início de 2026, a recuperação da rede rodoviária e ferroviária afetada entra agora numa fase marcada por intervenções mais complexas, avisa a Infraestruturas de Portugal (IP) em comunicado.
Segundo a IP, as intempéries condicionaram a circulação em 11 troços ferroviários e provocaram 345 cortes totais de estradas, dos quais 325 foram resolvidos até agosto. Na rede rodoviária permanecem então 20 cortes ativos, enquanto na ferrovia continuam interrompidos troços das linhas da Beira Baixa e do Oeste. A estimativa global para a recuperação das infraestruturas afetadas é de cerca de 400 milhões de euros, indica a IP.
Entre as intervenções já concluídas encontram-se trabalhos na EN9-2 em Mafra, na EN248-2 no Sobral de Monte Agraço, na EN342 entre Arganil e Góis, e na EN347 em Penela. Nalguns casos, os trabalhos envolveram a estabilização de taludes e da plataforma rodoviária.
Nos casos que continuam condicionados, a natureza dos danos obriga a uma abordagem distinta da adotada na resposta de emergência inicial. A IP refere a necessidade de realizar estudos geológicos e geotécnicos, avaliar as condições de estabilidade e executar soluções estruturais adaptadas às características de cada ocorrência.
A recuperação está a ser desenvolvida em articulação com as autarquias e outras entidades, procurando manter percursos alternativos sempre que as condições de circulação não permitem a reabertura imediata, refere a IP.
Para acompanhar a evolução dos trabalhos, a Infraestruturas de Portugal disponibiliza um mapa interativo com a localização das ocorrências e dos condicionamentos existentes em Portugal. A plataforma permite consultar, por região, o estado de cada intervenção e, nos casos aplicáveis, a previsão de reabertura.
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