Inspeções subaquáticas avaliam fundações da Ponte 25 de Abril

D.R.
Margarida Caferra
A Infraestruturas de Portugal realiza inspeções subaquáticas às fundações dos pilares da Ponte 25 de Abril, a profundidades que podem atingir os 40 metros. Os trabalhos permitem avaliar o estado dos maciços de fundação e são acompanhados por levantamentos batimétricos do leito do Tejo, numa operação condicionada pelas marés e pelas correntes do rio.
As operações são realizadas por mergulhadores especializados, que percorrem as superfícies submersas dos maciços de fundação para identificar eventuais sinais de degradação. As avaliações visuais e táteis são complementadas por registos fotográficos e vídeo, que documentam o estado da estrutura e permitem acompanhar a sua conservação.
“Durante as inspeções, somos os olhos e o instrumento do inspetor e do engenheiro”, explica Felipe, um dos mergulhadores envolvidos nos trabalhos.
Em paralelo, é efetuado um levantamento batimétrico com recurso a sonar, destinado a identificar possíveis alterações na morfologia do leito do Tejo junto às fundações dos pilares. A comparação dos resultados obtidos em diferentes inspeções permite avaliar a evolução do leito do rio e a eventual ocorrência de alterações nas imediações dos maciços de fundação. Segundo a Infraestruturas de Portugal, estas alterações não representam um risco para a estabilidade da ponte, dada a à profundidade a que as fundações se encontram implantadas abaixo do leito do rio.
A execução dos trabalhos depende das condições hidrodinâmicas do Tejo. As operações decorrem em períodos próximos da maré cheia ou da maré baixa, quando a velocidade da corrente diminui temporariamente. A maré cheia é geralmente preferida pelas equipas, por proporcionar melhores condições de visibilidade.
Durante os mergulhos, um técnico acompanha os movimentos do mergulhador a partir da superfície e regista as observações numa ficha de inspeção. O ar fornecido ao mergulhador é regulado à superfície e passa por um sistema de filtragem com carvão ativado e sílica, destinado a remover impurezas.
Cada mergulho tem uma duração aproximada de 45 minutos. No final, a cesta que protege o mergulhador durante a operação é içada à superfície, onde dois elementos da equipa o ajudam a retirar os equipamentos de segurança e inspeção.
Estas operações integram o programa de conservação e manutenção periódica da Ponte 25 de Abril, contribuindo para a monitorização das fundações e para a segurança e durabilidade da estrutura.
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