Governo aprova 487 milhões para reforçar redes de mobilidade

FOTO METRO DO PORTO
Margarida Caferra
O Governo aprovou um investimento de 487 milhões de euros para a expansão do Metro do Porto e o reforço do Sistema de Mobilidade do Mondego. O financiamento abrange a construção das linhas de Gondomar e da Trofa, que acrescentam cerca de 17 km e 18 estações à rede na Área Metropolitana do Porto, e o reforço do sistema sistema de transporte público da região de Coimbra.
A Linha de Gondomar representa o maior dos três investimentos, com um montante máximo de 237 milhões de euros. A nova ligação terá cerca de sete quilómetros e nove estações, entre o Estádio do Dragão e o Souto, em Gondomar.
Para a Linha da Trofa está previsto um investimento máximo de 184 milhões de euros, repartido entre 2027 e 2031. A ligação entre o ISMAI e Paradela/Interface da Trofa terá cerca de dez quilómetros e nove estações, com operação em modo metro e metrobus.
As duas extensões do Metro do Porto representam, em conjunto, um investimento de 421 milhões de euros. Os três investimentos aprovados serão financiados em grande parte pelo Fundo Ambiental e pelo Programa Sustentável 2030.
Na região de Coimbra, o Conselho de Ministros aprovou um investimento máximo de 66,3 milhões de euros para reforçar e reprogramar os encargos associados à operacionalização do Sistema de Mobilidade do Mondego. A verba destina-se à conclusão das infraestruturas necessárias à operação, ao aumento da frota para 40 viaturas e ao respetivo sistema de carregamento, incluindo ainda a manutenção durante 15 anos.
O comunicado do Ministério das Infraestruturas e Habitação especifica ainda que serão adquiridos mais cinco autocarros a hidrogénio do que os 35 inicialmente previstos e concluído o Parque de Material e Oficinas destinado à manutenção.
“Escolhemos investir no transporte público sustentável. Escolhemos o investimento que fica, que transforma e que descarboniza. São 487 milhões para ligar o que estava desligado e para ajudar quem todos os dias precisa de transporte público para se deslocar”, afirma o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
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