Bolsas de Estudo Passive House lançadas na 14ª Conferência Passivhaus Portugal

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Christina Genet
Nos dias 20 e 21 de outubro de 2026, o evento reuniu cerca de 550 participantes e 80 empresas expositoras e contou com 60 workshops dedicados a soluções construtivas eficientes.
Como passar de projetos pontuais para a construção de habitações segundo o padrão Passive House em larga escala? Esta foi uma das questões centrais da 14ª Conferência Passivhaus Portugal que trouxe a Aveiro experiências internacionais e diferentes perspetivas sobre o setor da construção.
A conferência ficou também marcada pelo lançamento das primeiras Bolsas de Estudo Passive House destinadas a membros recém-inscritos na Ordem dos Engenheiros, na Ordem dos Arquitetos e na Ordem dos Engenheiros Técnicos. As candidaturas decorrem até 31 de dezembro de 2026.
Um dos casos em destaque no encontro foi o do Grupo LOBE que conta com cerca de 7000 habitações Passive House, em diferentes modelos que abrangem a venda, o arrendamento e a habitação social.
Segundo Jesús Díaz, diretor de Produção da empresa espanhola, a adoção deste padrão permitiu reduzir significativamente as horas de trabalho em obra e melhorar a eficiência dos edifícios. A empresa afirma ter conseguido reduzir os custos de construção face aos métodos tradicionais, entregando imóveis com melhor desempenho e maior valorização no mercado.
O debate alargou-se depois à realidade nacional, com uma mesa-redonda que reuniu representantes do Grupo Casais, da Cushman & Wakefield e da Savills, centrada nas condições para aumentar a adoção do padrão Passive House em Portugal.
A comunicação das vantagens da construção eficiente esteve igualmente em foco numa apresentação de Michael Ingui, fundador da Ingui Architecture e do Passive House Accelerator. O orador defendeu uma abordagem centrada nos benefícios para os utilizadores, como o conforto térmico, a qualidade do ar interior e a prevenção da humidade, em vez de uma comunicação exclusivamente técnica.
Por sua vez, Lloyd Alter, arquiteto, autor e professor de Sustainable Design, encerrou a conferência com uma reflexão sobre a capacidade dos edifícios para responderem ao aquecimento global, aos fenómenos climáticos extremos e à instabilidade no acesso à energia e aos recursos. Neste contexto, a eficiência, o desempenho passivo e a resiliência assumem uma importância crescente.
O programa incluiu ainda 60 workshops, nos quais foram apresentados projetos e soluções construtivas, bem como 12 visitas guiadas a edifícios Passive House, que permitiram conhecer soluções implementadas em contexto real.
O encontro serviu também de ocasião para anunciar a data da próxima edição do evento. A 15.ª Conferência Passivhaus Portugal está agendada para os dias 19 e 20 de outubro de 2027 em Aveiro.
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