Como utilizar a IA nas empresas de forma responsável?

FOTO ANALOGICUS/ PIXABAY

Christina Genet

A empresa tecnológica Stratesys reúne um conjunto de recomendações para integrar a inteligência artificial de forma ética no dia a dia profissional, promovendo a inovação e contribuindo para os objetivos estratégicos das organizações.

Numa altura em que o Governo aposta na inteligência artificial (IA) na sua agenda nacional, através do desenvolvimento da Estratégia Digital Nacional e do Pacto para as Competências Digitais, a formação e a sensibilização para a utilização responsável da IA revelam-se fundamentais. Num contexto em que a IA já está a transformar significativamente o mercado do trabalho e a ser implementado tanto no setor público como no privado, a empresa tecnológica Stratesys apresenta cinco medidas para uma integração inclusiva e ética da IA nas empresas portuguesas.

A empresa reconhece que a inteligência artificial pode acelerar processos administrativos, aumentar a eficiência das empresas e libertar tempo para a resolução de problemas e para a inovação. No entanto, para atingir estes objetivos, a IA generativa deve ser implementada de acordo com determinadas regras, como a utilização de modelos de IA transparentes e auditáveis. É importante que as organizações integrem sistemas de IA que operem com processos controláveis e alinhados com padrões éticos claros.

Criar uma cultura empresarial assente na consciência ética

Segundo a Stratesys, o tempo libertado pela IA – que pode tratar automaticamente de tarefas repetitivas e operacionais – deve incentivar as equipas a dedicar-se a atividades de maior valor acrescentado. Isto inclui tarefas que exigem pensamento crítico, criatividade e tomada de decisões estratégicas. Desta forma, os trabalhadores podem concentrar-se em desenvolver soluções mais sofisticadas, melhorar processos, explorar novas oportunidades de negócio e contribuir de forma mais significativa para os objetivos estratégicos da empresa.

Em paralelo, a formação dos colaboradores para trabalhar com IA destaca-se como uma das prioridades, para garantir que as equipas se sintam preparadas para a utilização de tecnologias emergentes. Contudo, essa vertente deve também integrar princípios de ética e responsabilidade. A Stratesys sublinha a importância de definir mecanismos de controlo e monitorização de algoritmos, de modo a detetar e mitigar falhas ou comportamentos inesperados que possam comprometer a fiabilidade das decisões automatizadas.

A implementação destas medidas exige igualmente a criação de uma cultura interna assente na consciência ética, que aborde o uso responsável da IA e os dilemas éticos associados à automação de decisões. Esta abordagem visa proteger a organização contra riscos legais e reforçar a confiança de clientes, parceiros e colaboradores.

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