ConstróiTechTS acelera digitalização das PME da construção

FOTO PIRO4D/ PIXABAY
Margarida Caferra
O projeto ConstróiTechTS pretende acelerar a adoção de tecnologias como BIM, inteligência artificial, Internet das Coisas, computação em nuvem e análise de dados pelas PME da construção do Tâmega e Sousa. A iniciativa vai avaliar a maturidade digital do setor e disponibilizar conteúdos, ferramentas e recursos técnicos para facilitar a adoção destas tecnologias pelas empresas.
Promovido pela Associação Empresarial de Vila Meã, em copromoção com a Universidade Portucalense Infante D. Henrique, o ConstróiTechTS – Transformação Digital no Setor da Construção do Tâmega e Sousa dirige-se às PME da região e procura aproximar as tecnologias digitais da sua aplicação na atividade empresarial. O projeto conjuga a proximidade da AEVM às empresas com conhecimento técnico-científico da Universidade Portucalense. Iniciou-se em março de 2026 e decorrerá até fevereiro de 2028.
Um diagnóstico realizado pela Associação Empresarial de Vila Meã (AEVM) junto de 20 PME do setor da construção do Tâmega e Sousa revelou que 92 % das empresas inquiridas não dispunham de recursos dedicados às tecnologias de informação e comunicação ou à transformação digital. Em 70 % dos casos, entre 75 % e 100 % dos processos eram ainda realizados manualmente. Os resultados foram apresentados durante a sessão de lançamento do ConstróiTechTS, realizada em maio, em Amarante.
O projeto parte da reduzida maturidade digital identificada em muitas empresas do setor e da distância entre as tecnologias disponíveis e a sua utilização no quotidiano. Entre as principais limitações estão a falta de competências especializadas, o desconhecimento das soluções existentes, a dificuldade em avaliar os benefícios da sua adoção e a predominância de processos tradicionais.
A operação inclui o diagnóstico da maturidade digital através da BússolaConstrói, ações de sensibilização e capacitação no âmbito do ConstróiFuturo, disponibilização de recursos para inovação através do InovaConstrução e o DigiConstrói 360.º, um programa de aceleração orientado para a Construção 4.0. Os conhecimentos, metodologias e resultados produzidos serão disponibilizados de forma livre e universal. No âmbito do DigiConstrói 360.º, as PME-piloto poderão beneficiar de auditorias digitais, planos de ação e apoio técnico à implementação de soluções adaptadas às necessidades de cada empresa.
Entre as tecnologias abrangidas estão o BIM, a inteligência artificial, a Internet das Coisas, a computação em nuvem, a análise de dados, a cibersegurança, gémeos digitais e robótica. A aplicação destas ferramentas pode apoiar o planeamento e a gestão das obras, melhorar a circulação da informação, reforçar a segurança, reduzir erros e desperdícios e apoiar práticas mais eficientes e sustentáveis.
“Pretendemos que cada empresa possa conhecer o seu ponto de partida, identificar as áreas em que necessita de evoluir, compreender as soluções mais adequadas às suas necessidades e tomar decisões mais informadas sobre o seu percurso de transformação digital”, explica Rosário Soares, responsável pela operação ConstróiTechTS.
As tecnologias serão apresentadas às empresas através de exemplos, demonstrações, conteúdos técnicos e ferramentas. O projeto pretende reduzir as barreiras à adoção tecnológica e aproximar as PME do sistema científico e tecnológico.
A iniciativa conta com o apoio do COMPETE 2030 e pretende promover uma transição digital mais informada, gradual e sustentável, reforçando a competitividade das PME e preparando o setor da construção do Tâmega e Sousa para os desafios da Construção 4.0.
Outros artigos que lhe podem interessar