Setúbal inicia requalificação do bairro Alameda das Palmeiras

Fotografia: Câmara Municipal de Setúbal

A Câmara Municipal de Setúbal iniciou a requalificação do bairro Alameda das Palmeiras, um investimento de quase 12 milhões e meio de euros, no âmbito da Estratégia Local de Habitação para reabilitar um total de 38 edifícios e 252 fogos.

Este é o segundo investimento de reabilitação no âmbito da Estratégia Local de Habitação, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já em fase de obra no concelho, após ter sido iniciada a reabilitação de 19 edifícios e 113 fogos no Bairro das Manteigadas.

De acordo com a autarquia, a reabilitação do bairro Alameda das Palmeiras é feita em dois lotes, com um prazo de execução de 540 dias, e tem o valor global de 12 429 700 euros, aos quais acresce a taxa de IVA.

“A empreitada vai reabilitar aquele conjunto edificado na Freguesia de São Sebastião, adaptando-o aos critérios funcionais e de conforto contemporâneos e à regulamentação legal aplicável, tendo como objetivos melhorar a eficiência energética dos edifícios e requalificar as cozinhas e instalações sanitárias das frações, as quais vão registar intervenções profundas no âmbito do Programa 1º Direito”, lê-se em comunicado divulgado pela Câmara Municipal de Setúbal.

Segundo o município, o bairro foi construído entre 1992 e 2001, em parte ao abrigo do Programa Especial de Realojamento, e “apresenta uma imagem de conjunto descaraterizada e as fachadas alteradas, devido a intervenções promovidas pelos ocupantes das frações, além de um conjunto de patologias resultantes da degradação do isolamento e impermeabilização exteriores, bem como da deficiente ventilação dos espaços”.

“As alterações realizadas no interior das frações são ainda mais evidentes e diversificadas, uma vez que a antiguidade dos edifícios motivou pequenas intervenções de melhorias funcionais e formais para responderem às necessidades e gostos individuais dos moradores”, acrescentou a câmara.

A intervenção em curso foi precedida de discussão prévia com os habitantes do bairro para definir as premissas do projeto, com o objetivo de que venha a preencher as necessidades e expetativas de quem usufrui do espaço.

No exterior, a intervenção inclui a aplicação de isolamento térmico nas paredes, coberturas e caixas de estores, bem como a substituição das janelas, com a colocação de caixilharias em alumínio com vidro duplo e maior eficiência térmica.

Após receberem o isolamento térmico, as fachadas vão ser pintadas com cores claras, que refletem melhor a luz e aquecem menos, favorecendo o funcionamento do isolamento térmico, com exceção dos pisos térreos, nos quais serão aplicadas cores fortes e alegres, em referência simbólica à multiculturalidade do bairro.

A intervenção nas coberturas consiste na remoção total do revestimento existente, em chapas de fibrocimento, e na sua substituição por chapas metálicas compostas (painéis sandwich) com isolamento térmico.

“Para além de diminuir as perdas de energia para aquecimento e arrefecimento, a intervenção nas coberturas deverá resolver várias patologias graves existentes no interior das habitações, motivadas por infiltrações dali provenientes”, explicou o município em comunicado. Além das coberturas, os trabalhos ao nível da impermeabilização vão abranger ainda caleiras, platibandas e juntas de dilatação, entre outros.

Para renovar a imagem dos edifícios e reorganizar as fachadas, atualmente repletas de estendais à vista, nos pisos 1 e 2, nos lados dos acessos aos edifícios, vão ser instaladas estruturas metálicas revestidas com lâminas, de forma a permitir que as roupas dos estendais não fiquem à vista e a integração de unidades exteriores de ar condicionado. No Piso 0, aquelas estruturas vão ser integradas nos arranjos exteriores.

O interior das habitações vai beneficiar de uma intervenção integral nas cozinhas e instalações sanitárias, incluindo a renovação das redes de abastecimento de água, de esgotos, de abastecimento de gás e elétrica.

Nas instalações sanitárias, as portas vão ser substituídas, enquanto os bidés dão lugar a kits de chuveiro sanita/bidé e as banheiras a bases de duche, garantindo-se, assim, a acessibilidade universal a este compartimento em todas as frações.

As cozinhas vão registar uma reconfiguração espacial, com a integração do compartimento antes afeto a despensa a possibilitar a introdução de mobiliário adequado às exigências formais e funcionais contemporâneas.

“Através desta intervenção, a câmara municipal dá continuidade à requalificação do parque habitacional municipal, com o objetivo de promover condições dignas de habitação e de justiça social aos seus munícipes”, refere a autarquia.

A Câmara Municipal de Setúbal também já aprovou a adjudicação das empreitadas para reabilitar 445 fogos e nove blocos de edifícios no bairro da Bela Vista e 121 fogos e 20 edifícios no Forte da Bela Vista.

Até ao final de 2026, com financiamento pelo PRR, a Estratégia Local de Habitação abrange a construção de 1 500 fogos de habitação pública, de renda apoiada e de renda acessível, e de 160 fogos de habitação privada de renda acessível, a reabilitação de 414 edifícios e de mais de 3 700 habitações – no valor global de 297 milhões de euros, sendo 196 milhões de investimento em propriedade pública – e a criação de alojamentos de emergência para pessoas sem abrigo e vítimas de violência doméstica.

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