Revestimento de nanopartículas para aço inoxidável

O Instituto Fraunhofer para Microestruturas, Materiais e Sistemas, na Alemanha, desenvolveu um revestimento à base de micropartículas para evitar as manchas nas superfícies de aço inoxidável.

As marcas deixadas nos eletrodomésticos pela manipulação acabam por tornar-se difíceis de remover apenas com um pano e detergente após algum tempo. Além da questão estética, a gordura deixada pelas mãos também é prejudicial à superfície de metal.

Para fazer face a este problema, um grupo de investigadores do Instituto Fraunhofer, conjuntamente com colegas da FEW Chemicals GmbH, desenvolveram um revestimento com aditivos repelentes da água e gordura. Quando as partículas são aplicadas na superfície a revestir, esta torna-se mais rugosa e a área de superfície aumenta. Quando um dedo entra em contacto com a porta do frigorífico, por exemplo, apenas toca os pontos mais elevados da superfície agora rugosa, e a gordura nunca chega aos interstícios, portanto apenas uma pequena área da totalidade da superfície entra de facto em contacto com a gordura. Adicionalmente, o índice refratário do revestimento foi ajustado pelos investigadores de modo a coincidir com a gordura natural da pele. Tal significa que a luz é refletida da mesma forma que seria por uma superfície em contacto com mais pele, por isso as marcas mal se notam.

Enquanto a equipa da FEW Chemicals está responsável pelo desenvolvimento do revestimento, os investigadores do Instituto Fraunhofer estão a analisar as camadas, mais concretamente a distribuição das partículas (se é ou não homogénea) e o efeito dos aditivos. Importa perceber se as partículas se agregam para formar partículas maiores, porque se isto acontecer o metal perderá transparência. Por outro lado, se as partículas forem demasiado pequenas, a superfície permanecerá suave e o filme gorduroso adere melhor.

Os investigadores estão ainda a desenvolver máquinas de teste automáticas para as camadas. O dispositivo não está preparado para analisar as partículas mas antes a visibilidade das manchas, através do uso de uma superfície primeiramente mergulhada numa solução de composição semelhante à gordura natural da pele e depois aplicada no metal, de forma a mimetizar a manipulação humana. Através de procedimentos espetrómetros e óticos, é analisada a quantidade de solução que permanece na superfície, de modo a chegar-se a uma quantificação do efeito. Através destes testes, os cientistas já chegaram ao sistema mais indicado, estando agora a otimizá-lo.

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