Mercado imobiliário, arquitetura e espaço mínimo habitável

Ao longo dos últimos anos o preço da habitação em Portugal tem crescido continuamente, não sendo aparentemente afetado nem pela pandemia de Covid-19 (contrariamente a tantos outros setores de atividade) nem pelo ritmo de crescimento dos salários no nosso país, claramente mais lento. Em meados de 2021, o valor médio do m² para habitação em Lisboa ultrapassava os 3.300 euros e no Porto superava os 2.200 euros.

Na cidade do Porto, em que me irei centrar, os valores mais elevados para a habitação, entre 2.500 e 2.900 euros, encontravam-se no arco territorial que vai desde a Foz (tradicionalmente a parte mais dispendiosa da cidade) até ao centro histórico (‘redescoberto’ na última década). Por outro lado, os valores mais baixos, entre 1.900 e 2.000 euros, localizavam-se em Paranhos e Campanhã (tradicionalmente a freguesia mais desfavorecida da cidade).

Esta subida de preços é justificada por várias razões, entre as quais está a redução da oferta disponível em números absolutos. De facto, na última década o Porto perdeu 11% dos seus edifícios residenciais e 3% dos seus alojamentos. Por outras palavras, em 2021 tínhamos menos edifícios residenciais do que em 2011, mas o aumento do número de alojamentos por edifício, em construções novas ou reconstruções, fez com que a quebra no número total de alojamentos não fosse tão elevada (quase 4 vezes menos).

Que alojamentos são estes que estão a ser produzidos nos últimos anos na nossa cidade? Apesar de não dispormos de dados agregados que nos deem um retrato rigoroso e abrangente do Porto, caracterizando com precisão cada parte da cidade, é possível construirmos uma imagem com alguma confiança através de um conjunto de visitas a sites de vendas de imóveis. (...)

Vítor Oliveira, secretário geral do ‘International Seminar on Urban Form’

Artigo completo na Construção Magazine nº107 jan/fev 2021

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