Formalizado protocolo para arranjo urbanístico da Via Central em Coimbra

A Câmara de Coimbra e a Metro Mondego formalizaram um protocolo de colaboração para o arranjo urbanístico da Via Central, que prevê a demolição do corpo tardoz da Casa Aninhas e execução de nova fachada no edifício remanescente.

“Será uma das mais belas paragens do ‘metrobus’. Será agora uma praça digna, desafogada, que pode orgulhar Coimbra e que permite uma boa relação de mobilidade com a Câmara Municipal, a Praça 8 de Maio e a Rua da Sofia”, descreveu o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva.

Durante a cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração relativo ao arranjo urbanístico da Avenida Central, na Baixa da cidade, o autarca destacou a postura “irrepreensível e amiga da cidade de Coimbra” da Metro Mondego, que através do diálogo corrigiu “algumas limitações do projeto anterior”.

“Este entendimento que hoje assinamos representa a demolição do corpo tardoz da Casa Aninhas, algo que desde o início se preconizava, e que depois, por circunstâncias que não interessa recordar, acabou por cair no projeto aprovado. Agora, em boa hora, foi recuperado com o entendimento de todos”, apontou.

De acordo com José Manuel Silva, esta nova solução vai permitir “transformar um beco numa praça nobre”.

“É uma grande melhoria na funcionalidade, beleza e arquitetura do projeto e, obviamente, tenho de manifestar a nossa alegria e satisfação”, evidenciou.

Já o presidente do conselho de administração da Metro Mondego, João Marrana, transmitiu que este é um projeto que serve para criar uma melhor mobilidade para o corredor formado por Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo.

“Cada vez que se faz um projeto vamos detetando pequenas insuficiências, pequenos aspetos a melhorar e é isso que estamos aqui a fazer. Esta é uma grande melhoria que entendemos estar a introduzir no projeto do ‘metrobus’, já anteriormente pensada”, indicou.

Para além da demolição do corpo tardoz do edifício conhecido como Casa Aninhas e da execução de uma nova fachada no edifício remanescente, o protocolo agora assinado prevê ainda obras de urbanização no espaço público e a elaboração dos projetos de execução necessários para a definição detalhada das intervenções.

O mesmo documento estabelece que a Câmara Municipal de Coimbra tem um prazo de seis meses para tornar devoluta a parcela da Casa Aninhas, que será objeto de intervenção.

A autarquia terá ainda a responsabilidade de “aprovar o projeto de execução da praça” e “gerir e manter o espaço público de utilização municipal que ficará disponível no final da intervenção”.

A Metro Mondego fica com a responsabilidade de “contratar a elaboração dos projetos de execução das intervenções a realizar na Casa Aninhas e na Praça, suportando os respetivos encargos; executar as obras a executar na Casa Aninhas, sejam estas de demolição ou de execução de uma nova fachada no limite da zona demolida, suportando os respetivos encargos; e executar as obras de urbanização da praça”.

A concretização do projeto de requalificação do espaço público entre a Via Central e a Praça 8 de Maio, da Linha do Hospital do Sistema de Mobilidade do Mondego, já tem várias empreitadas em curso.

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