Problemas (in)comuns e abordagens específicas na inspeção e avaliação de estruturas de madeira

A madeira pode ser encontrada nas estruturas de numerosos edifícios, quer constituindo grande parte da estrutura resistente, e.g. edifícios pombalinos, quer em associação com outros materiais, confinada sobretudo a estruturas de pavimentos e de coberturas.

Avaliação de estruturas

A necessidade de avaliação de estruturas pode surgir em consequência da deteção de anomalias, pela necessidade de dar um novo uso ao edifício, devido a danos relacionados com a ocorrência de um evento extremo ou no âmbito de uma ação de reabilitação envolvendo alterações estruturai.

A avaliação da segurança de estruturas de madeira em serviço requer a identificação e compreensão do funcionamento da estrutura no seu estado atual, e implica conhecer o comportamento físico e mecânico da madeira, identificar os fenómenos de degradação suscetíveis de ocorrer e ponderar as suas consequências.

Conhecer para avaliar

A compreensão das tecnologias de construção relacionadas com a época de construção permite ter em conta alguns problemas de desempenho associados ao modo de trabalhar ou preparar a madeira na sua colocação em obra, bem como limitar as espécies de madeira passíveis de terem sido utilizadas. Permite ainda antecipar as zonas críticas do edifício que importa verificar, dado que as causas mais comuns de falha em serviço se encontram relacionadas com problemas ao nível da conceção da estrutura, da sua execução e, finalmente, da sua utilização, capazes de potenciar problemas de degradação biológica, deformações ou esforços excessivos.

Edifícios históricos

Os edifícios antigos, especialmente os de grande valor cultural ou patrimonial, colocam problemas adicionais, quer pela diversidade de soluções estruturais e situações encontradas, quer pelas restrições impostas aos meios e métodos aplicáveis para a avaliação e a quantificação da segurança estrutural; também as condicionantes às intervenções subsequentes motivam frequentemente uma avaliação mais fina e menos conservativa da segurança, no sentido de permitir explorar melhor a capacidade resistente da estrutura e assim minimizar o âmbito das intervenções. 

O presente artigo, da co-autoria de José Saporiti Machado e Helena Cruz, do LNEC, desenvolve:

  1. os passos necessário na avaliação de uma estrutura de madeira
  2. a interpretação do funcionamento estrutural e alterações
  3. a avaliação da resistência mecânica dos elementos
  4. os ensaios in situ
  5. os diferentes tipos de degradação.

Helena Cruz

Membro do Conselho Científico da Construção Magazine / Investigadora no LNEC

Se quiser colocar alguma questão, envie-me um email para helenacruz@lnec.pt

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