Governo e Metro do Porto lançam concurso para nova ponte sobre Douro

O concurso público para a conceção de uma nova ponte sobre o rio Douro, que permitirá concretizar a chamada “segunda linha” de metro de Vila Nova de Gaia, foi lançado hoje, no Porto.

Em causa está o lançamento do concurso público internacional de conceção da nova ponte, exclusiva para o metro, e a abertura de um concurso de ideias para o projeto, cujo júri é composto por 11 elementos.

A nova travessia para ligar o Porto e Gaia através de metro deve ficar entre as pontes da Arrábida e Luís I, e servirá uma nova linha de Vila Nova de Gaia, entre a Casa da Música e Santo Ovídeo.

Também hoje foram consignadas as empreitadas das linhas Rosa e prolongamento da Amarela do Metro do Porto, cujas obras vão começar “já e decorrerão durante três anos”, até 2024, anuncou o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga.

No que se refere à Linha Amarela, em causa está o prolongamento de Santo Ovídeo a Vila D’Este, em Gaia, enquanto a Linha Rosa constitui um novo trajeto no Porto entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música.

Sobre a empreitada em Vila Nova de Gaia, o presidente da câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, revelou na segunda-feira, à margem de uma reunião de câmara, que “arranca esta semana a montagem dos estaleiros”, sendo que um ficará perto do Hospital de Gaia, próximo da rotunda de Vila D’Este, estando um segundo previsto para Santo Ovídeo, junto ao campo de ténis local.

Fonte oficial da Metro do Porto revelou à agência Lusa que o Tribunal de Contas (TdC) deu luz verde às empreitadas de construção da Linha Rosa e de prolongamento da Linha Amarela até Vila d’ Este.

O visto do TdC foi dado aos contratos assinados, em novembro, entre a Metro do Porto e o consórcio Ferrovial/ACA, por um valor global de 288 milhões de euros. Deste valor, 189 milhões destinam-se à Linha Rosa, no Porto, e 98,9 milhões ao prolongamento da Amarela, entre Santo Ovídeo e Vila D’ Este.

“O investimento global nos dois projetos ronda os 407 milhões de euros – incluindo expropriações, projetos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração”, disse a Metro do Porto.

A nova Linha Rosa (circular) integrará quatro estações subterrâneas e um percurso em túnel de quase três quilómetros. Esta ligação, entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música, passa pelo Hospital de Santo António, Pavilhão Rosa Mota, Centro Materno-Infantil, Praça de Galiza e polo universitário do Campo Alegre. Esta ligar-se-á às linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja, na Casa da Música, bem como à Linha Amarela, na Estação de S. Bento.

O prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídeo e a zona residencial de Vila d’ Este vai permitir construir um troço com três estações e cerca de três quilómetros, passando pelo Centro de Produção da RTP e pelo Hospital Santos Silva. A expansão para sul acontecerá através de um viaduto sobre a autoestrada.

Depois a linha entrará até num túnel até chegar à futura estação Manuel Leão, em Gaia, local onde, entre outros equipamentos, servirá a Escola EB 2-3 Soares dos Reis e o Centro de Produção da RTP no Monte da Virgem. De seguida, a linha volta à superfície até à estação do Hospital Santos Silva, uma das unidades do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, partindo para a urbanização de Vila D’Este.

A estimativa é de que os passageiros que iniciem a viagem a viagem a Sul, ou seja em Vila D’Este, demorem menos de 10 minutos a fazer o percurso até à Câmara de Gaia e menos de 20 minutos até ao Porto.

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