AICCOPN apela à mobilização de fundos para o setor da construção

A AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas reiterou esta segunda-feira, em comunicado, a importância da concretização dos investimentos previstos no PRR para o domínio da habitação, os quais estão, sobretudo, orientados para resolver as carências mais graves nesta matéria, mas entende que se trata de uma oportunidade para reforçar o tecido empresarial nacional, sobretudo as pequenas e médias empresas de construção, que a associação entende que devem ser apoiadas no imprescindível processo de qualificação e de posicionamento competitivo.

Reis Campos, Presidente da AICCOPN, refere que “com 1.583 milhões de euros em subvenções previstas, o Estado vai ter acesso a um volume importante de fundos comunitários que lhe vão permitir responder a situações como a erradicação de condições indignas de habitação, ou a criação de alojamento urgente e temporário. É inquestionável a importância destas prioridades e a necessidade de executar os recursos europeus de forma correta e atempada e, para isso, vai ser preciso mobilizar todo o tecido empresarial do setor, que é composto por empresas de diferentes dimensões e especialidades”.

“Qualificar as empresas e apoiar a sua transição para modelos mais sustentáveis é a única forma de cumprir o PRR e assegurar um impacto efetivo na economia e no emprego. Esta é uma opção estratégica da própria Europa que assumiu, na Estratégia Europeia para uma Vaga de Renovação, que estabelece metas objetivas como a duplicação das taxas atuais de reabilitação energética dos edifícios residenciais e não residenciais, a melhoria do desempenho energético de 35 milhões de edifícios e a criação de 160 mil empregos “verdes” adicionais no setor da construção”.

“Assumir esta oportunidade e assegurar que Portugal não fica à margem da restante Europa implica, desde já, apoiar o posicionamento competitivo das empresas portuguesas do setor, para o qual o planeamento e calendarização dos investimentos é fundamental”, alerta o dirigente associativo, que aponta para a necessidade de reorientar o sistema de formação profissional, para que este possa dar resposta às necessidades das empresas.

“Criar competências e ajustar a qualificação da mão de obra aos investimentos que se estão a anunciar requer capacidade de antecipação e um trabalho conjunto do Governo e demais entidades públicas com as empresas, com as Universidades e com os dois centros de formação de excelência do setor, o CICCOPN e o CENFIC, que são essenciais para assegurar formação profissional técnica especializada. O aumento da oferta de habitação social, a modernização de um parque edificado que deve estar alinhado com as novas exigências em matéria de sustentabilidade e segurança, bem como o grande desafio da Construção 4.0, são objetivos que têm de avançar de imediato no terreno pois, só assim poderemos, rapidamente, começar a resolver os problemas estruturais da Habitação e, simultaneamente, gerar emprego e empresas mais competitivas”, conclui Reis Campos.

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